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Uma reforma lenta e demorada: o remédio que chega depois da hora

30/09/2026 in Expresso
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No seu mais recente artigo de opinião no Expresso, a nossa sócia e especialista em Life Sciences, Patrícia Paias, aborda um desafio crítico para o futuro da saúde e da economia europeia: o crescente fosso de investimento (commercialization gap) entre os Estados Unidos e a União Europeia.

Enquanto a Administração americana acelera compromissos bilaterais com incentivos diretos e captação de investimento em produção local, a Europa enfrenta um "arquipélago regulatório" fragmentado em 27 mercados diferentes.

Os números falam por si:

  • O fosso de investimento entre a UE e os EUA cresceu de 2 mil milhões para 25 mil milhões de euros nas últimas duas décadas.
  • Entre 2015 e 2025, as biotechs de saúde nos EUA captaram 219 mil milhões de euros em capital de risco, contra apenas 25 mil milhões na UE.
  • 66 das 67 empresas europeias de biotecnologia que se cotaram em bolsa nos últimos seis anos fizeram-no fora da UE.

Com o "pacote farmacêutico" e o European Biotech Act na agenda de Bruxelas, a verdadeira questão é: as reformas europeias vão chegar a tempo de reter a inovação e garantir o acesso rápido dos doentes aos novos medicamentos?

Para países como Portugal, pequenos mercados dentro deste sistema, a rapidez de decisão política e a atratividade do ambiente regulatório são determinantes.

Leia abaixo a análise completa da Patrícia Paias na edição do Expresso.