No início deste ano, Portugal retirou formalmente estas três jurisdições da lista de paraísos fiscais. Mais do que uma alteração burocrática, esta decisão remove barreiras críticas ao fluxo de capital e à agilidade operacional.
Samuel Fernandes de Almeida comenta ao JN que esta é uma "medida acertada sobretudo nos casos do Uruguai e Hong Kong, com quem Portugal tem Acordos de Dupla Tributação em vigor, os quais contemplam mecanismos de troca de informações". Para o managing partner da MFA Legal & Tech, "é expectável um acréscimo de transações e utilização de estruturas societárias através destas três jurisdições, já que Hong Kong é um centro financeiro importante no sudeste asiático, o Liechtenstein uma praça financeira em temas de planeamento sucessório e o Uruguai um centro de inovação tecnológica".