Recentemente, a Character.AI e a Google chegaram a acordos extrajudiciais com famílias após casos trágicos envolvendo o suicídio de adolescentes que utilizavam chatbots de IA.
Jorge Silva Martins, sócio responsável da área de Tecnologia, Digital e Regulatório da MFA Legal & Tech contextualiza ao Observador que o facto de as empresas chegarem a acordo pode ser um meio de “tentar estancar o problema”, mas "ao nível a que estas empresas estão em termos de investimento e avaliação, o escrutínio público através de ações judiciais e o desgaste público e mediático que provoca leva a que se tente resolver estes problemas de forma extrajudicial.”
O especialista acrescenta, ainda, “o que pode ter levado as empresas a chegar a um acordo é precisamente tentar não contaminar o negócio e a tecnologia que desenvolveram com um conjunto de casos extraordinariamente graves”.